Sim, tudo está melhor agora

Quando eu era adolescente e minha única preocupação era em chegar na escola antes do 2° sinal tocar, eu costumava sonhar com minha vida no futuro. Claramente, esta vida era completamente diferente do que ela é hoje. Eu sonhava com muitas coisas, grande maioria, inconcebíveis para minha realidade.

Eu me preocupava muito com o futuro e sempre pensava bastante sobre onde eu iria trabalhar. Não me via fazendo nada tão legal quanto ser redatora da capricho ou de algum jornal bacana (NY Times, por exemplo). Mas principalmente, eu imaginava maneiras diversas de fugir do tradicional horário comercial e do trânsito.

Talvez eu não seja a única assalariada que discorda desse esquema de trabalho: 8/9 horas por dia, 12 meses  consecutivos para ter direito a 30 dias de férias. Eu passava tardes pensando nas desculpas que eu poderia inventar para nunca precisar viver sob este regime (eu não era uma adolescente muito ocupada, percebam).

E hoje enquanto vou para o trabalho de trem/metrô/ônibus/balsa/pó de flu, ouvindo Kings of Leon ou algo do tipo, entro em contato com aquela Dayane sonhadora e cheia das teorias conspiratórias contra o "sistema" de alguns anos atrás. 



A vida tem dessas né. A gente imagina tanta coisa, o que pode ser e o que poderia ter sido mas tudo o que temos é o agora. Não importa o que não foi, ou o que será, temos o hoje para nos preocupar e já dá um trabalho do caramba, para ainda pensar nas possíveis realidades que não chegaram a ser.

E além da carga horária para cumprir, as contas para pagar, as mensagens de operadoras informando que ganhei o direito de participar de um super sorteio para ganhar meio milhão de reais, sendo que tudo que preciso fazer é pagar 4,50 por mês, vejam só vocês, ainda tenho que arrumar tempo para viver. 

E sei não viu, acho que a Dayane adolescente até que podia ser bem criativa para imaginar formas diferentes de se encontrar profissionalmente, mas se surpreenderia em saber o quão criativa ela tem sido para encontrar felicidade em um estilo de vida que até então, considerava medíocre.
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7 comentários:

  1. Gostei do texto!

    bjs

    http://s-almeida.blogspot.com.br/

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  2. Que triste realidade né? Eu NUNCA sonhei: quando eu crescer, vou trabalhar em banco. E cá estou. Mas tento dar o meu melhor e olha, nunca estive tão feliz quanto agora. Não é só a carga horária que determina a sua realização não. Tem vários outros fatores. Mas se todos eles não te animam, bora começar uma nova busca. Nunca é tarde! :D

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  3. Assim é a vida! Por isso aquela verborreia nas redes, que diz não crie expectativas...
    Já eu me preocupava sempre como estaria em ano tal, o que faria, o que teria...Tudo diferente. Mas a gente vai se moldando.

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  4. Bacana seu texto! A Fernanda de alguns anos atrás era muito mais sonhadora e nunca se imaginava vira e mexe tendo discussões com os pais sobre quais concursos públicos seriam uma boa ideia - porque a Fernanda de alguns anos atrás queria ser a repórter daqueles Globo Repórter sobre a Itália ou a Austrália, ou o deserto, ou o que fosse. A Fernanda de alguns anos atrás achava que os anos da faculdade iam ser bem diferentes também.
    Mas acho que o mais importante é mesmo a gente procurar a felicidade dentro da nossa vida, mesmo que ela não seja o reflexo dos nossos sonhos adolescentes. Que bom que você está sendo bem criativa nesse sentido! Quero ser assim também, e acho que aos poucos isso tá acontecendo - e fico feliz de perceber.
    Beijo!

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  5. Eu também era assim! Ainda não moro sozinho e trabalho, com certeza, minha rotina é diferente da sua atual, mas já não imagino tantas coisas do futuro, por que o futuro chegou e não é tão legal e mágico quanto eu pensei que poderia ser.rs Mas sim, é um desafio encontrar felicidade e algo que vale à pena em meio a tantas coisas medíocres e 'sem graça' da vida real.

    Beijos ><
    http://mon-autre.blogspot.com.br/

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  6. Pois é, de certa forma me identifiquei bastante com o que vc quis dizer com esse texto...
    Dificilmente a vida dos adultos é como eles imaginavam ou desejavam que fosse quando eram adolescentes...
    Acho que a realidade vem chegando devagar, para não "assustar" os sonhadores teens...
    Profissionalmente acho até que tive bastante sorte quando olho para trás e penso nas minhas divagações de adolescente...eu queria mesmo cuidar da minha família...
    Mas admito que a eu-dos-dezessete anos imaginava a eu-dos-vinte-e-sete com uma situação bem diferente da de hoje...na cabeça sonhadora dela, eu já teria dois filhos, um marido romantico, uma casa linda com jardim na frente e muitas outras frufruzices...
    Se for ver bem, mesmo que eu esteja no caminho para conseguir a maioria dessas coisas (tirando a casa que será apartamento, e o marido que não é lá muito romântico, rs), mas eu sonhava que tudo seria tranquilo e aconteceria de maneira fácil e natural...e claramente não é bem assim que a coisa funciona, né?! rsrsrs
    Bom, mas a gente se adapta!! e consegue ser feliz de maneiras bem criativas, como disse vc!! =p
    Bjo Day

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  7. Oi Dayane, tudo bem?
    Nossa, eu era assim como você. Sonhava em trabalhar em algum lugar, fora do país de preferência, mas a vida real é bem diferente. não me arrependo de muita coisa, mas tem uma coisa que sempre digo: nada é impossível, se o Steve Jobs construiu a Apple do nada, talvez com um pouco mais de determinação eu consiga fazer um terço do que gostaria.
    Abraços,
    Amanda Almeida
    Você é o que lê

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