Do Amor

Comecei cedo a ler romances e me envolver em contos sobre o amor sem nunca ter vivido tal sentimento. O que me deixava encucada eram as probabilidades de duas pessoas se encontrarem e se amarem mutuamente. Entre tantas pessoas no mundo, as duas se encontrarem. E se amarem mutuamente.

Até hoje me pego pensando nisso. Existe algum cálculo que meça as probabilidades do cúpido acertar assim, no timing perfeito? Me parece tão mais comum se apaixonar por alguém que nem sabe da sua existência. É tão mais eu isso. 

Por isso ainda me pego olhando casais e pensando se o amor é real, se não é comodismo, em qual momento eles se descobriram apaixonados...

Amar é uma responsabilidade enorme. É você ser o responsável pelo sentimento de outra pessoa. É você não errar sozinho, sempre tem alguém que pode ser afetado por seus erros.

Talvez isso me faça pensar que é tão mais fácil amar de longe, porque assim ninguém é responsável pelo que você sente. Ninguém precisa cumprir a missão te te fazer feliz e vice-versa.

E amar é sobretudo um motivo pra ficar. Se não fosse por ele, eu não sei... Meus planos seriam outros, talvez até a minha vida seria outra. Agora há sempre um motivo para fazer as coisas certas, para não estragar tudo no meio do caminho. 

A bagunça que já foi a minha vida no âmbito amoroso foi organizada e parece bem melhor assim. Tenho essa responsabilidade enorme e quero carregá-la até o fim, ainda que o fim seja hoje ou daqui a 50 anos.

Curta a fã page do Penso. Me siga no Twitter.

0 leram, refletiram e opinaram:

Postar um comentário

O que você achou deste Post?
Deixe sua opinião.
Obrigada pela sua visita!