Reflexões de Elevador

Eu sempre morei em casa e adoro morar em casa. Infelizmente sei que quando sair da casa da minha mãe, será para um prédio porque São Paulo vive a febre dos prédios. Não há mais espaço para construírem casas, pelo contrário, andam destruindo as casas para construírem comércios e linhas de metrô.

Mas eu vim falar de elevador. Lido com elevadores todos os dias. Elevadores são sempre locais em que você passa todo tipo de constrangimento. Eu trabalhei em um prédio (um dos mais altos da América do Sul, just saying), onde o meu andar era 34°. Todos os dias eu subia e descia 34 andares então eu meio que tenho uma especialidade informal no assunto.



O elevador já parou comigo dentro. O elevador já ficou sem luz. Já peidaram no elevador (um clássico). Já cutuquei o nariz e olhei constrangida pra câmera. Já fiz amizades e ouvi a vida inteira de pessoas que nunca vi antes (34 andares é coisa pra caramba, afinal).

Sempre vai existir aquela pessoa que pega o elevador no 5° e desce no 6° andar. Ou pior, pega no 6° e desce no 5°, porque né, pra baixo nem todo santo ajuda. Atualmente, eu trabalho no 12° num prédio de 13 andares.

Daí que sempre tem os caras que falam de algum filme no cinema e eu meio que tento pensar em outra coisa pra não ouvir spoilers. Sempre tem o do celular, que ultrapassa o seu limite sonoro e fala alto o suficiente para que se escute dois andares pra cima e dois pra baixo. E tem aquela senhora que pega o elevador falando aparentemente com as paredes e eventualmente olha pra minha cara, daí faço o número do sorrisinho falso. Na boa, eu não ligo a minima.

Convincente.

Tem sempre o educado que deixa todas as mulheres entrarem / saírem primeiro e eu nunca soube lidar bem com isso. É educação - ou não? - mas eu ficaria mais a vontade se a fila seguisse o seu rumo normalmente. Mas os piores são aqueles que ainda insistem na pauta "tempo" pra puxar conversa. Mas que raios de pessoas que não conseguem aguentar 12 andares sem tentar virar minha BFF?

 E tem os atrasadinhos que gritam "segura, segura, seguuura".  Daí o elevador fica mais alguns segundos com as portas abertas até o sensor decidir que não, ninguém está ali no meio e ele já pode se fechar!

Além de tudo, ainda tem o protocolo social do cumprimento. Você tem o dever de dizer bom dia / boa tarde ao entrar e responder quando outra pessoa entra. Ainda bem que esse protocolo só funciona bem em prédios residenciais.

Por enquanto eu vou me habituando aos elevadores e aproveitando enquanto tenho minha casinha e ainda posso passar pelo vizinho e fingir que não o vi quando estou de mal humor. No elevador isto seria impossível.
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2 comentários:

  1. Ótima descrição da vida em elevadores. Rs!! É bem isso que acontece. No prédio em que moro com meu noivo moramos no sétimo andar, é pouco tempo de elevador, mas sempre tem as conversinhas. Geralmente eu que sou simpática faço aqueles comentários clássicos do tipo "Calor, né?" ou "Frio, né?" hahaha não sei o que dizer além disso!! complicado! rs
    No meu novo apto moraremos no sexto andar de um prédio de vinte andares, imagino que o trânsito de pessoas será grande...
    Mas na dúvida entre conversar ou não, vc sempre pode ficar olhando para a tela do seu celular..rssss!
    bjos

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  2. hahahahah eu adoro essas coisas.
    Eu ja fz um post sobre a inquietação das pessoas no elevador.
    O Fato de estarmos no mesmo lugar que dizer não somos obrigados a puxar assunto.
    O silencio não me incomoda! kkk

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