Filme: Clube da Luta

Do diretor: David Fincher ( O quarto do pânico, O curioso caso de Benjamim Button)
Título original: Fight Club
Ano: 1999

Fight Club é um filme para homens, já dizia meu amigo. Por isso tive curiosidade de assisti-lo a anos atrás. Não entendi muito bem, na verdade, não gostei da violência gratuita. Mas o tempo passou, e adquiri um gosto mais cult para filmes, e resolvi revê-lo, desta vez com outros olhos, dai então passou a ser um dos meus filmes favoritos.

O filme gira em torno e é narrado por Jack (Edward Norton), trabalha em uma seguradora e sofre de ansiedade e insônia. Se torna consumista compulsivo e não vê sentido naquela vida fútil. Frequenta grupos de apoio como Alcoolicos anônimos, Cancêr de pulmão anônimos e Câncer de próstata anônimo. Ele não possui nenhuma dessas doenças, mas frequentando esses grupos, pode ver como sua vida não é tão ruim assim. Até que conhece Marla Singer (Helena Bonham Carter), que frequenta os mesmos grupos, o que o deixa perturbado e o faz questionar as coisas em que ele acreditava até então.

Ai entra o Tyler Durden (Brad Pitt), aliás, em uma de suas melhores performances. Tyler é um excêntrico, anti-capitalista e com suas ideias um tanto quanto malucas e inovadoras, reúne um grupo de homens, o clube da luta, onde o objetivo é simplismente lutar. Violêntas lutas corporais entre os membros do grupo, não por uma rivalidade em comum, mas simplismente pelo prazer de lutar e assim, extravassar toda uma rotina estressante.


Tyler mostra para seus "discípulos" que o dinheiro , o luxo, e o sistema não passam de lixo e que não somos nada mais do que objetos. Somos manipulados o tempo inteiro sem notar, ou até mesmo por conformismo, mas ai surge o clube da luta para aliviar toda a pressão. Uma explosão de violência, para se livrar da vilência política e social a qual somos submetidos diariamente.

O filme é para te fazer pensar, não te dá tudo pronto, e foi comparado ao clássico Laranja Mecânica. Eu não gosto dessas comparações, cada um segue por um rumo e ideologi diferente, embora a mensagem seja praticamente a mesma. Mas o que descobrimos no final do filme, referente a multipla personalidade de Jack, é interessantíssimo.

Vou deixar aqui, o meu discurso favorito de Tyler Durden, sintam:

"Eu vejo aqui os homens mais fortes e inteligêntes. Vejo todo esse potencial disperdiçado. Uma geração inteira de garagistas, graçons, escravos de colarinho branco. A propaganda póe a gente para correr atrás de carros e roupas, trabalhar em empregos que odiamos para comprar coisas que não iremos usar.
Somos umageração sem peso na história, sem propósito ou lugar. Não temos uma guerra mundial, uma grande depressão. Nossa guerra é espiritual, nossa depressão são nossas vidas. Fomos criados atravéx da Tv para acreditar que um dia seremos milionários de cinema. Mas não somos.
Aos poucos tomamos consciência do fato. E estamos muito, muito putos".
Tyler Durden.


Pois é.. No mínimo, nos faz pensar!
"Todos fazemos parte da mesma podridão. Somos o único lixo que canta e dança no mundo. Você não é sua conta bancária nem as roupas que usa, você não é o conteúdo de sua carteira, você não é seu câncer de intestino, você não é seu café com leite, você não é o carro que dirige. Você é a merda do mundo. Você precisa desistir. Você precisa saber que vai morrer um dia. Antes disso, você é um inútil".
Tyler Durden.


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Um comentário:

  1. Olá Dayane, "Clube da Luta" está na minha opinião entre os 10 filmes mais importantes dos anos 90, lista na incluo também "Magnólia", "Pulp Fiction" e outras obras primas. Acho excelente a crítica que ele faz ao consumismo e às ambições da geração X. Eu lhe recomendo também o livro, que é tão bom quanto!

    http://sublimeirrealidade.blogspot.com/

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