Eu quero que você saiba que eu me importo

Quando eu te perguntar se está tudo bem, eu não quero que você responda que sim no automático. Eu quero saber que está tudo bem porque realmente está. Quero saber o que está bem, e se não está, quero saber porquê não está.

Eu não quero construir uma relação vazia com você, distante e de aparências. Eu quero que a gente ainda se importe quando mudarmos de emprego, quando você deixar de frequentar aquele bar, quando eu mudar de cidade. Eu quero sentar com você na praça e ouvir você reclamar da vida até sugar minhas energias. Eu quero ser a pessoa que você pensa primeiro quando precisa falar com alguém.

Quando eu te olho do outro lado da pista e fico sorrindo que nem boba porque estou muito grata pela sua existência, e nossos olhares se encontram e você sorri de volta... Saiba que nesse momento eu quero que você sinta o quanto eu me importo. Eu estou lamentando de verdade por todas as vezes que você sofreu, e eu desejo muito forte neste momento que você nunca mais se sinta daquela forma. .

Eu sei que eu insisto muito pra saber de você, como estão as coisas. Você sempre diz que tá tudo bem e depois eu sei, por meio de outras pessoas, que nem tudo está bem. Eu insisto porque eu quero ouvir de você, eu quero saber o que está acontecendo. Eu perdi as contas de quantas vezes te falei "deixa eu te ajudar". Eu me importo de verdade com você.


Toda vez que eu apareço com meu "papo estranho" e você diz "lá vem você com esses papos estranhos de novo", é porque eu não consigo de verdade segurar o que sinto quando tenho tantas coisas pra te dizer e não consigo digitar. Não é que eu tenha outras prioridades, as vezes eu estou só jogada na cama mesmo sem conseguir fazer mais nada e não sou capaz de organizar meus pensamentos pra desenvolver uma conversa com você. Na minha ânsia de que você saiba que eu tô ali, só não sou capaz de falar no momento é que eu escrevo coisas do tipo "agora não posso falar, mas eu sou muito feliz de ter encontrado você nessa vida".

É uma forma estranha de dizer que me importo mesmo quando o corpo e as circunstâncias me impossibilitam de demonstrar.



Sensações cotidianas inexplicáveis 2

Lembrar de alguém que já passou pela sua vida, que não faz mais parte. Lembrar de algo tão específico sobre esta pessoa, que chega a sentir de novo os motivos pelos quais você a amou. Sentir o impulso repentino de procurar saber dela, mandar uma mensagem, fazer uma ligação. E tão de repente quanto chegou, esta sensação vai se desfazendo, indo pra longe até que a pessoa se torne novamente só mais alguém aleatório.

Como se chama esta sensação?





Morando sozinha, ano 1

Em abril de 2016 eu decidi sair de casa e ir morar sozinha. Como quase tudo na minha vida, eu decidi DO NADA, em uma semana arrumei o lugar, encaixotei minhas coisas e parti. Me vi sozinha em meio á dezenas de caixas em um quarto de 10m2, longe de casa.

Quase tudo que eu imaginei que faria quando saísse de casa aconteceu de forma diferente. Eu imaginava fazer compras, cozinhar, receber amigos no fim de semana, trazer vários crush, ter gato, caminhar no minhocão (moro do lado), fazer academia...

Na realidade eu peço comida pronta quase todas as noites, eu não adotei um gato (pois divido a casa com 4 meninos e aprendi que eles não são obrigados a criar filho que não é deles), raramente meus amigos vem pra cá (eu que acabo sempre indo pros fervos na casa deles), não tenho tantos crushes assim pra ficar esquentando cama e na real, o que eu mais gosto mesmo é de chegar e largar minha roupa no chão, ascender meu beck e ter minha cama t.o.d.i.n.h.a pra mim.

Aprendi que sempre vai rolar muitas perguntas sobre sair de casa, que tem muita gente de 20 e poucos tentando sair de casa também, que vão te pedir umas dicas e dar outras também. Que muitas pessoas estão na mesma que você, sem condições de comprar casa ou pagar aluguel sozinhas, vão dividir com outras pessoas. E isso é bem ok. Me acostumei com a cara de espanto das pessoas quando eu falo que não cozinho, fiz apenas um arroz (ficou horrível), nunca fiz feijão ou carne, que minha alimentação é basicamente pizza, lasanha pronta e nuggets. Sempre vai rolar uma desconfiança quando comento que moro com 4 homens ("deve ser uma bagunça né?", "todo mundo fica pelado?", "eles são muito bagunceiros?", "cinco pessoas numa casa, não é apertado"?)

Mas também, posso ir e voltar de qualquer lugar praticamente a qualquer hora, pois moro numa região central e mesmo que não tenha mais metrô/ônibus, ou alguém pra me trazer, existe Uber e Uber é ó, muito amor sim. Sem contar chegar de madrugada sem ninguém no seu pé, fiscalizando. Trazer alguém se eu quiser. Hospedar amigos por uns dias. Ouvir música a vontade no meu quarto, ficar pelada a vontade, limpar o quarto quando eu bem quiser (nas áreas comuns ainda rola um rodízio por questões de boa convivência e higiene mesmo).

Minha vida mudou muito de abril/2016 pra cá. Eu fui muito feliz nessa casa enorme, nesse quarto lindo e com essas pessoas sensacionais. E agora estou fechando este ciclo. Estou partindo, da minha primeira casinha, minha primeira experiência longe da asa de um adulto (minha mãe). Estou indo para meu segundo lar nessa aventura de viver longe de casa. Não sei ainda como será, mas a vibe é totalmente diferente daqui. Vou morar com outros 4 homens. Dessa vez, 4 homens que já estão na minha vida, que já amo. 

É muito louco pensar no quanto a minha vida mudou nesses 9 meses, no tanto de coisa nova que aprendi, nas centenas de pessoas que conheci, no tanto que me conheci. Fazer as coisas do meu jeito, me virando com o que tinha. Decorando com pouco e vivendo sem luxos. Aprendendo que luxos não importam.










Passo horas olhando pro céu e pros prédios, olhando o vento balançar a árvore do nosso quintal. Silêncio. Música. Vento. Calor. Chuva. Momentos.

Vou sentir falta desse ninho! Sou muito grata. Essa cidade tem muitos momentos de dor mas tem também surpresas maravilhosas. Estou pronta para construir mais histórias.

Nem todo carnaval tem seu fim 2

6. Tem aquela carta que foi entregue pelo primo dele, no dia em que ele já não estava mais na escola. Eu ainda a tenho guardada, mas me lembro das últimas palavras de cabeça: "... porque os amigos de verdade nunca vão embora da gente". Nós só tínhamos 16.

________________________
7. Tem eu mostrando pros amigos que a melhor forma de esconder um baseado é entre os seios. Das vantagens de ter peitão. Tem a gente bebendo até cair e rolar no meio da rua. Tem amiga segurando o cabelo da outra quando isso ainda nem era prova de amizade.


________________________
8. E a noite está caindo naquele sítio, tá ficando frio lá fora mas a adrenalina não deixa nosso corpo esfriar. Foram quase três dias compartilhando nossas vidas, isolados do mundo. E a brasa tá quente lá fora, esperando a gente atravessá-la. Tem a gente atravessando sem se queimar e tem pessoas do bem pra dar força e nos abraçar do outro lado.


________________________
9. Tem aqueles dias que não acabam e a gente sai na escada de emergência do 34° andar. A gente adora fotografar e descobrir novos pontos de vista lindos do Centro, além de citar nossas esquinas e prédios favoritos. Tem as conversas eternas e os conselhos sentados naquela escada. 

________________________

10. Aquela sala enorme, com janelas de fora a fora na parede do fundo. O vento entrando, as conversas paralelas, a fumaça, as bebidas, o incenso, os carinhos, as pessoas que chegam e saem. Uma verdadeira comunidade em 20m².

 ________________________
11.Tem o nosso último passeio. Tem ele dizendo que ficaria se eu pedisse. Tem eu explicando o porquê dele não poder ficar. Tem o último abraço e eu prometendo que nunca vou chorar. Tem a promessa de que a gente vai se esforçar pra se reencontrar neste mundo. Em algum lugar.



*Continua... 

________________________

Vou voltar aos poucos! Estou animada para voltar a escrever no blog! 
Enquanto isso, quem ainda entra aqui e que me manda msg perguntando se está tudo bem... me segue no instagram que é a forma mais fácil de mantermos contato e é a rede social que sempre mantenho atualizada! @petitday 
Fã Page.Twitter / Instagram: petitday.

O grande jogo

Por muito tempo eu joguei O Jogo. Ainda acredito que todo mundo está jogando O Jogo, com algumas poucas excessões. Para jogar O Jogo você precisa seguir algumas regras básicas. Estar sempre por cima é a mais importante delas.
N'O Jogo você compete pra ver quem ignora mais. Quem tem a capacidade de aguentar mais tempo segurando a vontade de demonstrar sentimentos. N'O Jogo você precisa aguentar.
Pra jogar O Jogo você não pode ser você na forma mais crua. Seu cabelo não é seu cabelo, sua pele não é sua pele, sua personalidade, bem, não é exatamente quem você é. E o outro sabe disso pois ele também aprendeu que no amor, pra se dar bem, você precisa jogar O Jogo. Ninguém tá se importando em quem é realmente o outro, desde que a jogada esteja lhe favorecendo.
Algumas pessoas param de jogar O Jogo conforme o relacionamento e o sentimento evoluem e se tornam recíprocos. Porque daí já não precisa mais d'O Jogo. Você conquistou alguém que você não conhece sendo alguém que você não é. E seguindo a vida, conhecendo um ao outro de verdade, vocês passam a não se suportar mais. Fim de jogo. Logo um novo jogo começa. É um ciclo.

Chegou um momento da vida que eu não tenho mais paciência pro jogo. Eu quero sair dele, eu quero não ser mais um personagem. Quando você decide não jogar O Jogo, você assusta as pessoas. Assusta muito mandar mensagem às 2 da manha só porque você sentiu saudades. Assusta falar que gosta tanto olhando no olho só porque... Só porque é exatamente isso que você sente! É só isso. Por que deveria ser tão estranho? Por que eu me sinto tao errada?
O outro sempre tem a opção de dizer não, de não seguir em frente, mas as vezes ele resolve jogar o seu jogo, mas ele não é tão desconstruído quanto você, ele ainda serve ao sistema e ele começa a jogar um jogo errado, um jogo que ele ainda não entendeu. Uma hora ele vai ver que não aguenta e vai sair fora.
Não jogar O Jogo não é pra todo mundo. É muito mais difícil, exige mais coragem e frio na barriga. Resulta em mais lágrimas. Eu perdi a conta de quantos momentos bons eu perdi porque decidi não jogar O Jogo. O que ganhei sem jogar foi muito pouco.

Deixo aqui o registro de que eu desisti d'O Jogo. Agora sou assim, crua. Tenho poros, pelos, nem sempre to na vibe, de manhã meu humor é terrível e eu não vou mais fingir quando acordar do lado de alguém com quem tenho vontade de passar o resto da minha vida. Amanhã essa vontade pode passar, e quando você não joga O Jogo, ter consciência e ser sincero sobre isso é uma das coisas mais libertadoras.

Vaniday - uma assistente pessoal de beleza

Fui convidada a conhecer o aplicativo Vaniday, uma plataforma que reúne salões de beleza em um só lugar.

Você pode procurar e agendar serviços de cabeleireiro, manicure, estética em geral, barbearias, massagem e muitos outros.

Eu agendei uma limpeza de pele em um salão que eu não conhecia. O Espaço Eri de Beleza fica em Perdizes e é um salão fofo, com atendimento rápido e serviço de qualidade. Fui atendida pela Maria José, que faz uma limpeza de pele com aplicação de peeling. O preço de R$70,00 é ótimo pela limpeza de 1 hora e incluso a aplicação do peeling.

Depois do procedimento, eu fiquei um pouco avermelhada, mas em uns três dias, eu já pude notar a diferença na minha pele, mais clara, macia e sem os cravinhos. Eu estou me programando para fazer pelo menos 1 vez no mês, com a facilidade de agendar direto pelo app da Vaniday!

Pra quem como eu, odeia telefone, o app é ótimo pois você consegue pesquisar por bairro, cep, ou por procedimento, reagendar, cancelar, pagar e enviar mensagem, tudo no app sem precisar ligar em nenhum momento! Aquela fase de ligar pra sua manicure perguntando se tem um encaixe ficou pra trás! Se o seu salão favorito estiver no serviço Vaniday, você pode também escolher a profissional que mais gosta.

Ah, eles ainda enviam notificações de lembrete do seu agendamento. É ou não é uma assistente pessoal??

O aplicativo está disponível na Apple Store e no Google Play e você também pode acessar direto pelo site clicando aqui.

Este post é um publieditorial.

Alguns ensaios

Estas fotos foram feitas ao longo do ano passado e deste ano, e estão soltas pelo mundo (algumas no facebook, algumas no instagram meu ou de alguém, algumas em tumblr de alguém). Estas e algumas mais sensuais. Decidi postar algumas pois isto faz parte do meu processo de empoderamento e aceitação. E o blog é meu, anyways, o corpo também :)

Se esse tipo de foto se incomoda, só não olhar.







2



Aproveito para agradecer aos meus amigos maravilhosos, que fizeram e fazem parte do processo, que me colocam pra cima, que me aceitam como sou, me acham linda e maravilhosa, que são pessoas incríveis e do bem, alguns também no processo de autoaceitação. E o mais importante é que nos encontramos no meio do caminho, nesta luta de quebra de padrões. Direta ou indiretamente, estas pessoas ajudaram / ajudam na minha autoestima com suas gentilezas, empatia, carinho e respeito ao próximo:

@jaypadua_ / a__alcazar / @dannsuzuki / @el_phael / @santa.melissa / @mausstephan / @helennathais / @gabbalins / @brunagata / @ibabf / Laura / Raphael / André.

Me siga no instagram: @petitday.

Já é meia noite e eu preciso tomar banho

Tenho sido assim. Tem dias que é tão corrido que esqueço de comer, tem gente vindo pra cá e preciso correr no mercado pra comprar cerveja. Ah, trocar o lençol pra dormir com a amiga, tem toalha limpa? Em compensação, tem dias em que eu nem abro a janela, nem abro os olhos direito. Só acordo porque a fome tá demais e não me deixa dormir.

Às vezes o dia passa voando, às vezes demora uma eternidade. Vez em quando não aguento a solidão, minha própria companhia, me jogo em alguma pista com os amigos ou em algum sofá quente longe daqui. Em outros, não vejo a hora de voltar pra casa, ficar sozinha, comer chocolate, ouvir música e chorar pelada.

Tem algumas paixões no meio disso tudo, que chegaram e me abalaram. Me arrasaram e depois partiram. De algumas, fui eu quem parti. Mas parece que faz tanto tempo. Mas são coisas tão cíclicas, sempre chegando, sempre partindo, isso nunca acaba. Tem dias que eu quero que acabe, tem dias que eu quero uma nova, pra me enroscar, me arrepender e depois chorar. De novo. E de novo.

Já tenho quase 30 (28 é quase 30 né) e sinto que não me estabilizei emocionalmente . E tá tudo bem, mesmo. Mas tem dias que não. Hoje é um dia em que nem banho tomei. Tá frio né. Tá cinza, eu amo e odeio. Fico feliz e triste, feliste, como dizem por aí.

É uma nova rotina, parece até uma nova vida. E ainda não decidi se gosto disso. Gosto tanto de silêncio mas tem dias que isso me deixa louca. Vou atrás de pessoas e depois me arrependo. Tem algumas pessoas que me dão a sensação de casa, mas são poucas. A maioria vai embora cedo demais. 

Eu continuo aqui, subindo e descendo feito montanha russa. Clássico. Dizem que uma hora a gente se acostuma, dizem que todo mundo passa por isso. E eu me pego no metrô dizendo pros mais novos "é isso aí, todo mundo nessa idade tá meio que nessa, matando um leão por dia, saindo de casa, casando, é isso aí, tá todo mundo meio que nessa". É isso né? Eu tô tentando acreditar que ok, é isso aí.

Mais uma música no random, alguém chama no whatsapp, poxa tarde né, tá bem, to bem e você etc, tá fazendo o que, poxa vida já é meia noite e nem banho tomei, deixa eu ir lá, boa noite, amanhã nos falamos, beijo, beijo, fui emoticon, emoticon. Amanhã é um novo dia.

(Este post tá muito aquela cena "what's going on" de Sense8).

Sensações cotidianas inexplicáveis I

Aquela sensação que a gente tem quando está no mesmo ambiente com alguém que gostamos muito, e num determinado momento, você olha essa pessoa do outro lado da sala, conversando e interagindo, com seus jeito e trejeitos que você conhece bem, e por apenas um momento, rápido e intenso, você adquire uma consciência absurda sobre ela - o carinho, o medo de perder, o "a gente poderia não ter se encontrado nesta vida".

Como se chama esta sensação? 

Cena de Brilho eterno de uma mente sem lembranças.

Nem todo carnaval tem seu fim

1. Tem a gente no Ibirapuera, se deslumbrando no transporte público, em sair do bairro sozinhos. Tem roqueiro dançando samba de gafieira no banco do parque. Tem a gente pegando chuva na volta pra casa. 

________________________
2. Tem eu e o melhor amigo assistindo filme até tarde, depois de jantar alguma coisa gostosa que minha fez porque sabia que ele gostava. Tem ele deitado no meu colo cutucando o dente com o palito. E hoje eu o vejo trabalhando em seu comércio, de longe. Seu filhinho rondando por ali. Feliz por estarem bem.


________________________
3. Tem a festa do pijama só das meninas, a gente fazendo pipoca salgada e doce. Tem o filme Navio Fantasma no DVD e os colchões na sala. Foi nossa última noite juntas.


________________________ 
4. E tem aquele bar de rock que ainda funciona. Tem a gente em frente olhando o movimento. Tem a garota bonita e simpática que se juntou ao grupo. Tem a garota bonita e simpática me abraçando pra dançar algo que pode ser Bon Jovi, pode ser Red Hot, pode até ser Foo Fighters, eu nem ligo, ela tá dando em cima de mim.


________________________ 
5. Tem nós dois lendo as opiniões sobre filmes no Netflix. Tem a gente chorando literalmente de rir, até ficar sem ar. Tem os domingos em que ele saia da cama de fininho e fechava a porta pra eu completar minhas 15 horas de sono. E tem nossas pizzas doces e Breaking Bad.


________________________
*Continua... sempre continua.

________________________
Fã Page.Twitter / Instagram / Snap: petitday.